Santos Redentoristas


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Santos Redentoristas

Nossos santos são homens que viveram com simplicidade e buscaram anunciar no meio do povo o evangelho. Não foram homens especiais, no entanto a especialidade consiste, sobretudo em colocar em ação, não o rotineiro da vida redentorista, mas especialmente a capacidade de saber ser redentorista de acordo com o mais profundo de nossa vida: descobrir os mais abandonados e a melhor maneira de socorrê-los com grande zelo e iniciativas sempre novas. Alguns se caracterizaram não tanto pela novidade, mas pela sempre renovada maneira de agir extraordinariamente assumindo o melhor de nosso carisma.

Sempre se deve ter em conta que o carisma não se fixa nas obras, mas na intuição pastoral de sempre procurar novos modos de atender à finalidade. Isso se chama fidelidade criativa. Não se fixar em formas, mas fixar-se no essencial, que vai sempre indicar novas formas.

O próprio Santo Afonso, nosso fundador, compreendeu isso quando, segundo Tannoia, respondeu aos napolitanos que riam dos redentoristas que viviam nos Estados Pontifícios que iriam mandar os dois novos confrades alemães para fundar na Europa Norte: “Alguns dos nossos riam-se da casa sonhada pelos pontifícios na Alemanha. Afonso não. Tomando conhecimento dos santos desejos destes dois alemães, alegrou-se extremamente. Deus, disse, não deixará de propagar por meio destes dois sua glória nesta parte do mundo. Na falta dos jesuítas, aqueles lugares ficaram meio abandonados. As missões lá serão diferentes das nossas. Ali é mais útil, porque estão no meio de luteranos, e calvinistas, as catequeses que as pregações, e depois preparar as pessoas para deixar o pecado. Podem fazer muito bem estes bons sacerdotes, mas tem necessidades de maiores luzes. Acontece em seguida a fundação, como vou dizer depois, não em Viena, mas em Varsóvia “(Vita di Sant’ Afonso IV, 17-148).

Os santos foram de grande força apostólica e homens de uma capacidade muito grande de trabalho e procuravam todos os meios para levar os outros ao caminho da santidade. Foram confessores e diretores espirituais de grande peso. Viveram situações adversas a uma normal e serena vida de comunidade. Foram empreendedores e criadores de grandes novidades.

Conheça mais os Santos Redentoristas:

 

São Geraldo Majella

Geraldo Majella nasceu em 1726 em Muro Lucano, no sul da Itália. Sua mãe era uma mulher muito piedosa, que apresentou para a família amor infinito e misericordioso de Deus. Aos doze anos, quando seu pai morreu, Geraldo se aprendiz de alfaiate para ajudar no sustento da família. Ele apanhava muito do substituto do professor, que o maltratava. Depois de quatro anos de aprendizagem, foi trabalhar como criado do bispo de Lacedônia, trabalho que executou por três anos, até a morte do bispo. Diante dos maus tratos que recebia, Geraldo acreditava que assim cumpria a vontade de Deus. Passava longas horas diante do Santíssimo Sacramento.

Em 1745, aos 19 anos, voltou para Muro, onde começou a exercer por conta própria o ofício de alfaiate. O negócio ia bem, mas ele não juntou muito dinheiro. Praticamente ele dava tudo. Punha à parte separado o necessário para a mãe e para a irmã, e o resto dava para os pobres, ou simplesmente o usava para mandar celebrar missas para as almas do purgatório. Aos 21 anos tentou viver como eremita. Desejava chegar a assemelhar-se inteiramente a Cristo até o ponto de aceitar com alegria o ser protagonista da Paixão, como imagem viva de Cristo, na Catedral de Muro.

Conheceu os redentoristas e pediu então para entrar na Congregação, mas foi recusado por causa de seu estado precário de saúde. Insistiu, até que foi aceito para o noviciado em Iliceto, em 1749. Geraldo fez a sua profissão religiosa em 16 de julho de 1752. Morreu em Materdomini, em 16 de outubro de 1755, vítima de tuberculose. Foi beatificado por Leão XIII em 29 de janeiro de 1893 e canonizado por Pio X no dia 11 de dezembro de 1904. Muitos católicos o veneram no mundo inteiro como o patrono especial das mães e das famílias.

 

 


São Clemente Hofbauer

Clemente Maria Hofbauer nasceu em Tasswitz, na Moravia, em 26 de dezembro de 1751. Seu pai era um açougueiro e morreu em 1757. A família estava em tais circunstâncias que Clemente frequentou muito pouco a escola nos anos juvenis. Empregou-se como servente no mosteiro dos Premonstratenses, onde desempenhou o ofício de padeiro e achou tempo também para fazer os estudos para padre. Durante algum tempo viveu como eremita, primeiro na Áustria e, depois, com a permissão do bispo de Tivoli, próximo à capela de Quintilio, na Itália.

Tempos depois, de volta para Viena, e graças à generosidade de três senhoras piedosas e ricas, pôde estudar na universidade. Em 1784, insatisfeito com o clima josefinista da universidade de Viena, viajou novamente para Roma junto com um estudante e amigo: Thaddeus Hübl. Junto com os redentoristas, recentemente estabelecidos em São Julião, no Monte Esquilino, eles foram recebidos como candidatos. Depois de um noviciado breve, fizeram a profissão religiosa no dia 19 de março de 1785 e, dez dias depois, em 29 de março de 1785, foram ordenados padres na catedral de Alatri (Itália).

Depois, com o Padre Hübl, voltou à Viena, onde quiseram estabelecer a Congregação Redentorista, o que não foi possível. Foram então para Varsóvia, onde, em 1787, se encarregou da igreja alemã de San Bennón. Começou uma intensa atividade pastoral e lá atraiu numerosos candidatos desejosos de se unirem a ele e ao Pe. Hübl. A igreja de San Bennón se tornou sede de uma missão contínua com um programa diário de pregações, instruções, confissões e devoções. Fundou, também, um orfanato para os meninos e meninas. Esta atividade ele a continuou até 1808, quando Napoleão Bonaparte fechou a igreja e dispersou a comunidade.

Clemente voltou para Viena com um companheiro, onde atuou como capelão do convento e da igreja das Ursulinas. Recebeu o título e a responsabilidade de Vigário-Geral Redentorista fora da Itália, principalmente para o sul da Alemanha e Suíça. Quando foram mudadas as circunstâncias, estas comunidades, sob a direção do Venerável Padre Passerat, tornaram-se, depois da morte de São Clemente, a base da renovação da vida redentorista na Europa do Norte.

São Clemente morreu em Viena, no dia 15 de março de 1820. Foi beatificado por Leão XIII, no dia 29 de janeiro de 1888 e foi canonizado no dia 20 de maio de 1909. Em 1914, São Pio X proclamou-o patrono de Viena. É venerado como o principal propagador da Congregação Redentorista. É o padroeiro da Província Redentorista de Goiás.


São João Neumann

Nascido em Prachatitz, na Boêmia, no dia 28 de março de 1811, entrou para o seminário no ano 1831. Dois anos depois, foi para Praga, onde estudou teologia. Em 1835, pediu a ordenação presbiteral, mas o bispo decidiu que não haveria mais ordenações lá. João escreveu aos bispos de quase todo o mundo, mas em todos os lugares a mesma história: nenhum queria padres agora.

Sem desistir, aprendeu inglês trabalhando em uma fábrica, com trabalhadores de idioma inglês. Escreveu, então, aos bispos dos Estados Unidos. Finalmente, o bispo de Nova York concordou em ordená-lo. Abandonou a família para sempre e cruzou o oceano para entrar em uma terra distante e difícil.

Em Nova York, João foi um dos 36 padres para mais de 200.000 católicos. Sua paróquia, a oeste de Nova York, estendia-se desde o rio Ontário até a Pensilvânia. Devido a seu intenso trabalho pastoral e por causa da distância da paróquia, João sonhava viver em uma comunidade: ingressou entre os redentoristas. Foi o primeiro padre que entrou na Congregação na América. Professou em Baltimore, no dia 16 de janeiro de 1842.

Entre os redentoristas, João destacou-se como uma pessoa altamente piedosa, por sua evidente santidade, por seu zelo e por sua amabilidade. O seu conhecimento de seis idiomas modernos o tornou particularmente apto para o trabalho na sociedade americana composta de muitas línguas no século dezenove.

Depois de trabalhar em Baltimore e Pittsburgh, em 1847 foi nomeado Visitador ou Superior Maior dos Redentoristas nos Estados Unidos. Em 1852, foi nomeado Bispo de Filadélfia. A diocese dele era muito grande e passava por um período de desenvolvimento considerável. Neste período, foi o primeiro a organizar um sistema diocesano de escolas católicas.

São João Neumann era de estatura pequena, nunca teve uma saúde robusta, mas em sua vida teve uma grande atividade. No dia 5 de janeiro de 1860 (com 48 anos de idade apenas) caiu na rua, em sua cidade episcopal, e morreu antes que lhe pudessem administrar os últimos sacramentos. Foi beatificado pelo Papa Paulo VI no dia 13 de outubro de 1963 e canonizado pelo mesmo Papa no dia 17 de junho de 1977.