Mártires Redentoristas de Cuenca são lembrados na liturgia da Igreja no mundo


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Neste dia 6 de novembro a Congregação do Santíssimo Redentor recorda a memória litúrgica de seis missionários redentoristas conhecidos como Mártires de Cuenca.

Esta é a terceira vez que a congregação celebra tal festa. Em 2013, no dia 13 de outubro, em Tarragona, na Espanha, os padres Javier Gorosterratzu Jaunarena, Ciriaco Olarte Pérez de Mendiguren, Miguel Goñi Áriz, Julián Pozo Ruiz de Samaniego, Pedro Romero Espejo e o Irmão Victoriano Calvo Lozano, foram beatificados junto aos 522 mártires da Guerra Civil da Espanha (1936-1939).

Em mensagem especial para este dia, o superior geral da CSSR padre Michael Brehl, considerou o forte testemunho dado pelos missionários espanhois. 

"É uma oportunidade especial para recordar o testemunho destes nossos irmãos durante os últimos dias do Ano de Promoção da Vocação Missionária, uma vez que ofereceram a sua vida pela Redenção completa. Que a sua coragem e fé nos inspire e fortaleça em nossa vocação missionária de pregar o Evangelho de um modo sempre novo!"

A Guerra Civil Espanhola fez aproximadamente 270.000 vítimas, incluindo soldados e civis. Muitos morreram por ações de guerra, mas muitos morreram também por represália, por doenças e pela fome. Aproximadamente 6.850 morreram como resultado direto da perseguição religiosa. Desses, 13 eram bispos e mais de 6.000 eram sacerdotes e religiosos. Entre eles, quase 1.000 já foram beatificados ou canonizados. Outros 2.000 casos estão em processo. 

 

Conheça um pouco da história dos Mártires Redentoristas:   

Beato José Xavier Gorosterratzu 

Chegou em Cuenca em 1933. Permaneceu no seminário junto com o bispo diocesano e outros sacerdotes durante o período da guerra civil, quando no dia 10 de agosto de 1936 foi tirado à força para ser executado.

Foi assassinado no caminho para o cemitério de Cuenca.

Os testemunhos contam que José Xavier foi um "apostólo incansável" e encorajava a todos com palavras de esperança.

Beato Ciríaco Olarte Y Perez de Mendiguren

Ciríaco chegou a Cuenca no ano de 1935, antes da guerra civil. Junto com outro mártir redentorista, padre Goñi, esconde-se na cada do senhor Enrique Gómez.

Padre Olarte previu que no dia de Santo Afonso, dia 1º de agosto, eles iriam "passar no céu".

De fato, no dia 31 de julho de 1936, por volta das 10h, eles foram conduzidos por uma milícia, e em um desmanche foram assassinados a tiros. 

Beato Julián Pozo Y Ruiz de Samaniego

Padre Julián estava em Cuenca quando a guerra começou. Cuidando de um tuberculose, vivia seu ministério com dedicação servindo com ânimo e otimismo, apesar de sua enfermidade.

No dia 20 de julho de 1936, deixou o convento onde morada e refugiou-se junto com outro mártir redentorista, Irmão Victoriano na casa das irmãs Eugenia e Joaquina.

Retornou ao seminário, quando em 9 de agosto, foi morto a tiros.

Testemunhas contam que padre Julián morreu em postura de mártir, ajoelha e rezando o rosário. 

Beato Victoriano Calvo Lozano

Foi enviado para Cuenca em 1921 pelos seus superiores, onde exerceu seu ministério como hortelão, sacristão e porteiro.

No dia 20 de julho de 1936, por causa da guerra, teve que se refugiar na casa das irmãs Munhoz. Junto com padre Julián Pozo, outro mártir redentorista, esperava no Senhor. No dia 9 de agosto de 1936, foi morto primeiramente o seu companheiro.

Irmão Victoriano, foi morto dois dias depois, no dia 11, por volta das duas horas da madrugada com as mãos amarradas, na companhia de outro confrade mártir, o padre José Xavier a caminho do cemitério de Cuenca.

Ali, irmão Victoriano entregou sua vida em silêncio, sem negar sua fé.   

Beato Miguel Goni Ariz

Padre Miguel estava em Cuenca em 1936, no período da guerra civil.

No dia 31 de julho do mesmo ano, depois de ter celebrado uma missa na casa do senhor Asciclo Dominguez, ele e o também martir redentorista, padre Ciríaco, são levados para um desmanche onde receberam tiros à queima-roupa.

Segundo testemunhas o missionário não agonizou por horas até sua morte.

Beato Pedro Romero Espejo

Padre Pedro era o mais idoso, entre os mártires redentoristas. Estava em Cuenca quanto a guerra começou.

Foi forçado a deixar a comunidade e viver, como foi o caso de outros colegas, com uma família local. Para escapar da atenção dos perseguidores e continuar a exercer o apostolado, escolheu mendigar nas ruas da cidade.

Em 1938, um ano antes do fim da guerra, com a saúde debilitada refletia que a prisão seria um benefício.

Em maio daquele ano, conseguiu ser preso por desacato ao regime. Na prisão foi atendido fisicamente e espiritualmente por outros padres prisioneiros.

Consumindo-se lentamente, morreu de disenteria, no dia 4 de junho de 1938 com 67 anos.

 

Texto: A12