Beato Pedro Donders é celebrado em Janeiro. Um Redentorista "Apóstolo dos Leprosos".


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Redentoristas celebram Dia do Beato Pedro Donders

Pedro Donders nasceu em Tilburg, na Holanda, no dia 27 de outubro de 1809. De família muito pobre, mas religiosa. Fraco de saúde e de inteligência, teve de deixar a escola aos 12 anos para trabalhar com o pai, que era tecelão. Com 22 anos de idade, foi admitido no Seminário, primeiro como empregado, depois como seminarista.

Terminado o Seminário menor com muita dificuldade, o Diretor o aconselhou a entrar como sacerdote em missões estrangeiras. Foi para a Bélgica e tentou entrar para os Jesuítas, depois, para os Redentoristas e para os Franciscanos. Mas foi sempre recusado. Encontrou-se, então, com o Vigário Apostólico do Suriname, D. Goof, que estava procurando missionários para o Suriname. Apresentou-se e foi aceito.

Ordenado sacerdote em 15 de junho de 1841, viajou para o Suriname em agosto de 1842. Era uma terra de aventureiros, com muita desigualdade entre ricos e pobres, livres e escravos, com muita corrupção e imoralidade. Não só na cidade, Paramaribo, mas também na zona rural, Pedro Donders fazia missões contínuas, com catequese para crianças e adultos e visitas de casa em casa.

Em 1856, ofereceu-se para trabalhar no grande leprosário de Batávia, onde estavam confinados mais de 400 leprosos. Num ambiente triste, onde, além da doença, havia graves males morais, com paciência foi conseguindo cativar os doentes e dar-lhes um pouco de esperança e muito amor.

Em 1863, houve a libertação dos 53 mil escravos do Suriname. Isso facilitou a catequese, mas aumentou o trabalho missionário. Em 1865, Suriname se tornou prelazia, confiada aos Redentoristas da Holanda. Em 1866, chegaram os Redentoristas e os missionários que antes aí trabalhavam foram autorizados a voltar para a Europa.

Pedro Donders pediu admissão na Congregação do Santíssimo Redentor e a 24 de junho de 1887, após oito meses de noviciado, fez a profissão religiosa. Após a profissão, voltou para Batávia e continuou seu trabalho junto aos leprosos, ao mesmo tempo que fazia uma difícil catequese com os negros fugitivos que viviam nas matas. Durante 44 anos, se entregou à conservação da fé entre os cristãos daquelas regiões tropicais e à propagação da fé entre os não-cristãos, especialmente indígenas e negros.

Foi apóstolo infatigável dos leprosos durante cerca de trinta anos. Faleceu piedosamente em Batávia no dia 14 de janeiro de 1887. Foi beatificado por João Paulo II em 23 de maio de 1982. Pedro Donders é um autêntico apóstolo dos tempos atuais e um exemplo digno de respeito e imitação.

Fonte: Missal Redentorista