VIDA RELIGIOSA CONSAGRADA


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 VOCAÇÃO RELIGIOSA 

 Gledson é da turma de propedêutico da Província de Porto Alegre

Gledson Girão*

Quando falamos em vocação, pensamos logo na vocação de ser padre ou irmã, mas a vocação não se exprime nesses dois extremos. A vocação vai muito além, pois todo chamado é uma vocação.

Como sentimos o chamado da vocação? Sentimos esse chamado através de encontros que fazemos. É algo que devemos estar sempre em oração e atentos para ouvir o clamor de Deus em nossa direção. Se você sente o desejo de casar, não pense que casar não é uma vocação, pois na primeira carta de São Paulo aos Coríntios, fala-se um pouco do matrimônio e para você que deseja ser um padre no mesmo trecho, fala também do celibato.

É verdade, que todos nós somos chamados, temos uma vocação. O primeiro chamado é o da vida, onde todos somos gerados e também escolhidos por Deus, a uma vocação específica, é o segundo chamado. Muitas vezes pensamos, igual a Jeremias quando diz: “Ah, Senhor Javé, eu não sei falar, porque sou jovem” (Jr 1, 6), somos as vezes vergonhosos de falar da Palavra de Deus, temos medo igual a Jeremias dizendo que não sabia falar, mas o Senhor o encoraja para falar da sua Palavra: “Não diga ‘sou jovem’, porque você irá para aqueles a quem eu o mandar e anunciará aquilo que eu lhe ordenar (...)” (Jr 1,7).

O terceiro chamado é o da Santidade, onde Jesus nos convida a sermos santos e perfeitos, como o Pai do Céu é perfeito. Ser santos, é renunciar certas coisas:  certas brincadeiras, certas conversas... é eu procurar saber com quem ando, o que conversam, se as conversas não edificam a minha fé, minha espiritualidade com Deus, como quero me tornar santo?

Não pense, que quando recebe um chamado de Deus, será tudo um mar de rosas, pois até mesmo seus pais, amigos farão de tudo para que você não dê o seu “sim”, para o Senhor, lhe dirão: “é perca de tempo... tá estragando a tua vida, vai curti-la!!!...”, é para os escolhidos do Pai, a caminhada não é fácil, é difícil, pois tem que renunciar até mesmo a própria vida, para dar a vida a favor dos irmãos, numa caminhada que as vezes até contra nós mesmos, pois quando o Senhor nos chama, ficamos perturbados, assim como Maria ficou na anunciação do anjo, dizendo que seria a Mãe do Salvador. Ela foi a primeira vocacionada, pois depois que o anjo a anunciou a grande notícia do céu, por ser escolhida e estar no projeto da salvação, ela logo disse “sim”: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38), Ela, não pensou muito e logo deu sua resposta ao plano de Deus.

Você que já sentiu esse chamado de Deus, para sua vida, já o respondeu? Não!?! E ainda não se decidiu!? Sei que você, já sentiu esse chamado talvez em alguma missa ou encontro, se já o sentiu diga sempre ou se interrogue sempre com esta pergunta vocacional:” Senhor, que queres de mim? Senhor, que queres que eu te faça?”, quero ser mais ousado em dizer como diz no Evangelho de São João: “Não foram vocês que me escolheram, mas fui eu que escolhi vocês!” (Jo 15, 16).


DEPOIMENTO VOCACIONAL

Sou o Jovem Gledson de Sousa Girão, nascido em Belém, filho de Luís Gonzaga Sousa Girão e Silvana Sousa Girão (já falecida) e passei a morar na Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, em Vigia/Pa participando das atividades da Igreja. Fui coroinha e ministro da Eucaristia. Comecei meus primeiros encontros vocacionais em outra congregação, durante cinco anos fazendo acompanhamento vocacional, depois fui para a minha Diocese de Castanhal, passando um ano e meio. Depois, fui convidado para os encontros vocacionais Redentoristas e no inicio deste ano para a semana de convivência. No dia vinte e cinco de janeiro, recebi o sim do padre formador do seminário, Padre Ezequiel e no dia primeiro de fevereiro entrei no seminário em Belém .

“Ser Redentorista, para mim, é levar aos homens a Copiosa Redenção, o amor do Redentor, a todos os homens, levando e pregando sua palavra salvadora, dentro das missões, anunciando de casa em casa, a Boa Nova do Evangelho”.

 

 

*É seminarista redentorista do propedêutico, Belém/PA.